quarta-feira, 25 de abril de 2012

CRER EM JESUS, PÃO DA VIDA

 

Quinta-feira, 26 de Abril de 2012

Texto de Leitura: Jo 6,44-51

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 44“Ninguém pode vir a mim, se o pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. 45Está escrito nos Profetas: ‘Todos serão discípulos de Deus’. Ora, todo aquele que escutou o Pai e por ele foi instruído, vem a mim. 46Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. 47Em verdade, em verdade vos digo, quem crê possui a vida eterna. 48Eu sou o pão da vida. 49Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. 50Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer, nunca morrerá. 51Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”.

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A idéia principal do evangelho de hoje continua sendo a fé em Jesus como condição para a vida (veja Jo 35-40). A frase que a resume melhor é v.47: “Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim possui a vida eterna”. Os verbos que encontramos no texto anterior (Jo 35-40): ver, vir e crer, hoje se acrescenta um novo “Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o atrai”. Isto quer dizer que a fé é um dom de Deus. E esse dom requer uma decisão pessoal.

Mas no final da leitura do evangelho deste dia mudou o discurso. Começou a soar o verbo “comer”. A nova repetição: “Eu sou o Pão vivo” tem agora outro desenvolvimento: “O Pão que eu darei é minha carne para a vida do mundo”. Onde Jesus entregou sua carne pela vida do mundo foi na cruz. Mas as palavras que seguem e que leremos amanhã (Jo 6,52-59) apontam também claramente para a Eucaristia, onde celebramos e participamos sacramentalmente de sua entrega na cruz. A Eucaristia é antecipação da glória celestial como dizia Santo Inácio de Antioquia: “Partimos o mesmo pão que é remédio de imortalidade, antídoto para não morrer, para viver para sempre em Jesus Cristo”.

A passagem do evangelho deste dia se abre com uma afirmação categórica de Jesus sobre a intervenção do Pai na vida do cristão: “Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o atrai”. O interessante desta afirmação é que Jesus a clarifica em seguida: “Não é que alguém tenha visto o Pai”. Isto nos estabelece a necessidade de saber entender a forma em que Deus intervém em nossa vida. Certamente não o faz com aparições e sim no silêncio da vida cotidiana. Segundo Jesus na cotidianidade da vida é que podemos descobrir a presença de Deus.

Jesus pede a cada um de nós uma disponibilidade aberta a descobrir, a ler e a encontrar-se com Deus Pai no interior da própria vida. Isto é que permite abrir-se e deixar-se penetrar por uma mensagem que mudará a maneira de apreciar a realidade e a vida, de relacionar-se uns com os outros e de entender Deus. Segundo Jesus, há duas coisas que podemos fazer a partir da cotidianidade: escutar o Pai e reproduzir as obras que ele faz (v. 45).

P. Vitus Gustama,svd

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